naquela hora das cinco.meu amor. as acácias vermelhas. com o seu morno perfume. polinizavam. o ar. e as cigarras. congregavam. o canto. para a larga sombra do imbondeiro. a minha. e a tua pele. raízes. da mesma árvore. costuravam uma imensa copa de lágrimas. um Deus africano. presidia à cerimonia. naquela hora das cinco. em que todas as aves. sossegam. e a saudade. recolhe ao casulo. para que. um destes dias. depois do último subscrito. possamos desvendar. na outra. margem do mundo. a arca dos prazeres.
Olha-me com esses teus olhos de vela ao rubro e eu apagarei as luzes da cidade. fala-me com essa tua voz, serena e cálida de criança e eu rasgarei a bruma do silêncio. empresta-me esse sorriso onde o sol e a lua se encontram num abraço cósmico e eu mandarei abrir as portas do infinito.
Graficos de Fim de Semana